Veja como funciona o auxílio as empresas durante a quarentena

Foi liberado pelo Governo Federal o auxílio as empresas de pequeno e médio porte. A medida visa garantir que os funcionários desses empreendimentos não sejam prejudicados por conta da quarentena de COVID-19.

O auxílio as empresas visa manter a folha de pagamento de funcionários.

  • O que é o auxílio as empresas?
  • Quem vai ter direito de solicitar a ajuda emergencial?
  • Como vai funcionar essa linha de crédito emergencial?
  • Quais as condições para os empreendedores que aderirem a linha de crédito?
  • O que mais o Governo está estudando fazer para ajudar na crise?
  • E a Caixa Econômica Federal?
  • Conclusão

O que é o auxílio as empresas?

A ajuda emergencial anunciada pelo Governo Federal nada mais é que uma linha de crédito especial. Ela visa garantir que as empresas de pequeno e médio porte consigam pagar a folha de pagamento dos funcionários por pelo menos 2 meses, evitando demissões em massa.

Quem vai ter direito de solicitar a ajuda emergencial?

De acordo com a EBC, a ajuda emergencial é voltado exclusivamente para empresas que se encaixem nas categorias de pequeno e médio porte. Para isso, elas precisam ter um faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões.

Importante ressaltar, também, que só serão financiadas as folhas de pagamento de funcionários que ganham até dois salários mínimos do piso nacional, que equivale a R$ 2.090. Além disso, uma vez que o empreendedor solicitar esse auxílio, obrigatoriamente ele irá se comprometer a não fazer demissões no período de 60 dias.

Como vai funcionar o auxílio as empresas?

Essa linha de crédito vai funcionar como um empréstimo para a empresa. Ou seja, o Governo irá arcar com o pagamento dos salários dos funcionários, e o empreendedor irá assumir a dívida.

Importante ressaltar que o empresário terá que negociar diretamente com o seu Banco. Ao contrário de outros benefícios onde a gestão é feita exclusivamente pela Caixa Econômica Federal, nesse caso os bancos privados também estarão oferecendo a linha de crédito.

Uma vez que o empreendedor contratar a ajuda, ele não poderá fazer demissões no período de dois meses. Afinal de contas, o objetivo do Governo  é justamente evitar que milhões de colaboradores fiquem sem emprego nesse período de tempo.

Além disso, é importante ressaltar que o repasse dos valores será feito de forma direta. Ou seja, o banco irá pagar diretamente os funcionários.

A empresa não terá nenhuma mediação no processo. O objetivo desse processo é justamente garantir que o dinheiro realmente vai chegar até os colaboradores.

Quais as condições para os empreendedores que aderirem a linha de crédito?

Uma das grandes vantagens da linha emergencial aprovada pelo Governo é que ela terá condições diferenciadas para os empreendedores. Assim, eles poderão passar pela crise e manter os funcionários, mas sem comprometer as finanças da empresa por muito tempo.

Primeiramente, a taxa de juros para quem solicitar o auxílio será de apenas  3,75% ao ano, que é a porcentagem atual taxa Selic. Com isso, as parcelas devem ficar mais acessíveis para os donos de empresa.

Além disso, outro ponto importante é que o valor emprestado poderá ser parcelado em até 36 meses, ou seja, 3 anos.

Em relação a carência, o empreendedor terá 6 messes. Isso quer dizer que solicitando o crédito agora, por exemplo, o empresário só vai começar a pagar o empréstimo em outubro as parcelas.

Essa carência foi feita com base no período que o Governo espera estar totalmente sob controle da crise.

O que mais o Governo está estudando fazer para ajudar na crise?

Além do auxílio as empresas, o Governo tem estudado uma série de outras medidas para ajudar os trabalhadores. Entre elas está a liberação de ou voucher no valor de R$ 600,00 para trabalhadores informais e autônomos que estejam ou não cadastrados no CadÚnico.

Poderão ser concedidos até dois benefícios por família, e no caso das trabalhadoras que são mães solteiras elas poderão receber até R$ 1.200. A princípio o pagamento desse auxílio deve ocorrer em abril.

Além disso, outra medida em avaliação está uma nova liberação do FGTS. Esse projeto ainda está em fase de análise pelos técnicos no Governo, mas se liberado deve ser em um valor próximo de R$ 1.000.

Outra medida que ainda está sendo avaliada, está focada nos empresários, é uma emenda à Constituição (PEC).

Nela, o Banco Central seria autorizado a comprar crédito diretamente dos bancos privados. Dessa forma, ele poderia injetar mais dinheiro na economia, permitindo assim que as outras instituições repassem os recursos para os brasileiros.

Também está sendo analisada a proposta de concessão de empréstimos usando lastro em letras financeiras garantidas por operações de crédito. Ou seja, com isso os bancos também teriam mais recursos para conseguir oferecer empréstimos e outros benefícios para os clientes.

E a Caixa Econômica Federal?

Até o momento um dos bancos que mais tem feito medidas para ajudar os clientes é a Caixa Econômica Federal. O banco é quem gerencia uma série de benefícios do Governo, como Bolsa Família, PIS PASEP e seguro desemprego.

Ele tem lançado constantemente uma série de medidas para ajudar clientes pessoas físicas e jurídicas.  Segundo o próprio banco ele já forneceu R$ 20 bilhões aos clientes para lidar com a crise do COVID-19,

De acordo com a instituição financeira, mais de R$ 111 bilhões em recursos foram injetados em diferentes medidas. Desde fornecimento de linhas de crédito até ampliação de limites para pagamentos de contas.

Inclusive, é o banco que fará toda a parte operacional de pagamento do auxílio emergencial de três meses. No entanto, até o momento não foram divulgadas as datas de pagamento, nem como os contribuintes poderão sacar os valores evitando as aglomerações já conhecidas dos saques FGTS.

Conclusão

Nas próximas semanas muita coisa deve acontecer por conta da crise. Tanto o Governo como as empresas e os bancos estão divulgando diariamente medidas para tentar lidar com o baque da pandemia, e também auxiliar os trabalhadores que estão sendo diretamente afetados.

Por isso não deixe de acompanhar o nosso portal e fique por dentro de todas as novidades sobre o auxílio as empresas e outros benefícios concedidos pelo Governo Federal por conta da crise do COVID-19. Ficou com alguma dúvida? Deixe elas nos comentários.

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